Lançamento MONSTRUTIVISMO

Libertado o homem conhecido como o Bandido da Luz Vermelha, após cumprir trinta dos 351 anos de pena de reclusão a que fora condenado por seus 88 crimes. Chega ao fim uma era. Uma época inteira deita suas influências aos tempos que lhe seguem e que começaria quando Hélio Oiticica criou um estandarte que continha a reprodução de um bandido morto, deitado em cruz, crucificado ao contrário, sobre a inscrição “seja marginal, seja herói”. Uma era que, na verdade, pode ter começado muito antes, ainda no tempo do Brasil colônia, quando populações de gente pobre começaram a subir os morros, que aos nobres da corte não mais interessavam. Uma história que pode ter começado quando alguns artistas de Paris perceberam que mais interessante do que a tradição existente atrás de si era aquela outra, desconhecida, de povos subjugados em terras muito distantes. Mas este tempo, que mistura marginais e arte elevada, cabaré e concerto, cru e cozido, grosso e fino, é, na verdade, uma forma de entrever a história da arte do século XX, que acaba por reensinar a esse século como fazer história.

Lucio Agra é natural de Recife, cresceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, e mora, há mais de dez anos, em São Paulo. Graduou-se em letras na UFRJ e concluiu mestrado e doutorado em comunicação e semiótica na PUC-SP, onde até hoje trabalha como professor adjunto do Departamento de Linguagens do Corpo. Com Renato Cohen (1956-2003), foi colaborador artístico e membro da equipe de professores de performance do curso de graduação em comunicação das artes do corpo. Como performer, desenvolveu pesquisa em torno dos trabalhos de Kurt Schwitters (1887-1948), apresentando sua Ursonate entre os anos de 2000 e 2008. Em paralelo, desenvolveu um mix de performance, sound poetry e improviso musical livre com os grupos (demo)lição (Paris, Montevidéu e São Paulo, 2007-2008) e Orquestra Descarrego. Entre inúmeros artigos e ensaios em revistas e sites do Brasil e do exterior, publicou o livro de poemas Selva Bamba (1994) e História da Arte do Século XX – Idéias e Movimentos (2004/2006). Desenvolve atualmente um estudo sobre a performance no contemporâneo.

NA MESMA OCASIÃO HAVERÁ O LANÇAMENTO DO DVD BORDAS, PROGRAMA ELABORADO E APRESENTADO POR JERUSA PIRES FERRREIRA E LUCIO AGRA, PARA A TV PUC, ENTREVISTANDO NOMES COMO CARLOS REICHEMBACH, CHACAL, PASSOCA, ARNALDO ANTUNES, OTÁVIO DONASCI, GUTO LACAZ, ADEMIR ASSUMPÇÃO E EDVALDO SANTANA.



Flash Mob dia 14/08 na Bienal de SP

Flash Mob da Bienal de SP será neste sábado

Uma mobilização relâmpago foi planejada via Twitter e Facebook para ocorrer durante a 21ª Bienal de São Paulo e é apoiada por diversos sites culturais, inclusive o Cronópios

Planejada inteiramente pela internet e com o apoio de diversos sites culturais e literários, a Flash Mob da Bienal mostrará aos visitantes da 21ª Bienal de São Paulo, às 15 horas do dia 14/08, uma ação estática em que modos de leitura serão representados. Os organizadores – os escritores Claudio Parreira, Homero Gomes e Mauro Siqueira – pretendem chamar “a atenção para a importância da leitura e não apenas da compra de livros” em um dos principais eventos do mercado editorial brasileiro.

Realizada a partir do corredor H, podendo se espalhar pelos corredores do pavilhão do Anhembi, a Flash Mob da Bienal terá um formato simples e pode ter a participação de qualquer pessoa, mas que necessariamente sejam leitoras – haverá inclusive crianças se mobilizando. Seus organizadores afirmam que os participantes não precisam se preocupar, ninguém vai falar, cantar, nem inventar coreografia. Quem estiver nesse dia, se quiser fazer parte da ação, deve apenas escolher uma posição interessante para ficar imóvel com um livro na mão por alguns minutos.

A mobilização terá como partida o sinal único de apito, depois dele os mobbers (pessoas que participarem desse tipo de manifestação pública) deverão pegar um livro e ficar imóveis em posição de leitura – seja sentados no chão, de pé, ajoelhados ou até deitados, “vai da criatividade e da vontade de aparecer de cada um”, orienta Homero Gomes, escritor curitibano e idealizador do evento. O fim da ação se dará por um sinal duplo de apito, depois dele os participantes devem dispersar como se nada houvesse acontecido.

Essa mobilização – embora tenha como núcleo inicial o blogue literário O Bule – é essencialmente uma criação coletiva e descentralizada, pois depois de sua primeira divulgação no Twitter e, também, no Facebook, se espalhou viralmente, alcançando dezenas de apoiadores em um movimento centrífugo. Entre os principais apoiadores estão Germina Literatura, Zunái e Cronópios. Por isso, os organizadores acreditam que “a mobilização terá repercussão positiva, abrindo um espaço maior ao debate de ideias em torno da leitura no país”.

Características da mobilização

Local – pavilhão do Anhembi, com núcleo no corredor H.

Data – 14 de agosto.

Horário de início – 15 horas (mas os participantes deverão chegar antes disso).

Sinal para ação – um toque de apito dado pelos 3 organizadores: Cláudio Parreira, Homero Gomes e Mauro Siqueira.

Duração – pelo menos 2 minutos, até o toque duplo dos apitos, que indicará o fim da ação.

Ação – após sinal, ficar imóvel em posição de leitura (a escolher).

Encerramento – depois do sinal duplo dos apitos, haverá a dispersão dos participantes.

Organização – Claudio Parreira, Homero Gomes e Mauro Siqueira.

Apoio

O Bule [ www.o-bule.blogspot.com ]

Substantivo Plural [ www.substantivoplural.com.br ]

Zunái [ http://revistazunai.com/blog ]

Cronópios [ http://www.cronopios.com.br ]

Página Cultural [ http://paginacultural.com.br ]

Germina [ www.germinaliteratura.com.br ]

Livros e Afins [ http://debolso.livroseafins.com ]

O Mundo Circundante [ http://omundocircundante.blogspot.com/ ]

Contatos

Pelo Twitter: @ClaudioParreira, @sisifodesatento e @maurovss.

Pelo Facebook:  Claudio Parreira, Homero Gomes, Mauro Siqueira e do blogue O Bule.

A História da Ficção Científica na Literatura





Mais em: terracotaeditora.com.br

FHC e o Príncipe das Trevas

“Talvez o epitáfio de Fernando Henrique devesse ser ‘Príncipe das Trevas’, uma amarga ironia para quem se queria o autor do renascimento brasileiro e que algum dia foi chamado por Glauber Rocha de ‘príncipe dos sociólogos’”

Márcia Denser*

Tentando formular algumas características do atual momento político brasileiro, repasso alguns textos de Chico de Oliveira, publicados em A era da indeterminação (São Paulo, Boitempo, 2007), precisamente quando ele diz que um dos mais instigantes paradoxos da situação brasileira é que a participação da cidadania na política aumentou extraordinariamente no Brasil nos últimos 50 anos, principalmente pela ampliação do colégio eleitoral e diversificação da “oferta política”. O voto obrigatório contribuiu muito para romper o coronelismo, até em locais secularmente oligárquicos, incluindo-se o exponencial crescimento do associativismo civil. Mas é nessas condições extremamente favoráveis que ocorre a perda da representatividade.

Uma vez que temos aqui uma democracia apenas “formal” e não “de fato e de direito”. Segundo Chico, há uma “ação anticomunicativa”, uma falta de formas, sem as quais a política não se faz. Porque existe a chamada “autonomização do mercado” – nada a ver com a autonomia cidadã da tradição liberal, mas o seu contrário. Aqui “autonomização” significa que não há regras mercantis, é o mercado para além de si, um permanente ad hoc, em que não se fixam contratos.

Tal processo se fundamenta na financeirização dos Estados nacionais, e é igual à incerteza que se inscreve nos negócios ilícitos do narcotráfico: como as taxas de juros já não dependem do movimento interno de capitais, o movimento financeiro, que se transporta para o Estado e a produção, dança diariamente e somente os especuladores correm o risco. Não há mais parâmetros criados pela experiência: não há mais acumulação de experiências. Daí a financeirização frequentemente redundar em estagnação da produção material e destruição do aparato produtivo – que na periferia tem assumido os tons mais dramáticos.

É interessante notar que Chico faz um balanço dos dois mandatos de FHC, sobretudo o último: “Em termos macroeconômicos, o permanente ad hoc requer a violência estatal permanentemente, a ‘exceção permanente’ – que poderia sugerir que o monopólio legal da violência foi reconquistado pelo Estado. Longe disso: a violência permanente também significa que o Estado é ad hoc. A governabilidade é lograda graças ao uso permanente de medidas provisórias e a arquitetura das privatizações requer injeções de recursos públicos em larga escala para sustentar a reprodução do capital, a julgar pelo crescimento exponencial da dívida pública interna e externa e seus pesos no PIB.”

“A indústria elétrica privatizada, com o racionamento que se impôs para evitar o apagão geral, deixou de lucrar nos termos previstos na privatização e cobrou do Estado aquilo que a dança-de-são-guido do mercado não pode assegurar: a realização do valor. Os custos do racionamento estão sendo pagos pelos consumidores, que racionaram – helas! – seu consumo de energia elétrica, por meio duma alíquota específica nas contas de luz outorgada por medida provisória do presidente!”

“O Congresso leva meses para – com enorme custo e utilização dos recursos políticos do típico presidencialismo imperial brasileiro – votar um orçamento: uma penada do Banco Central, para vender títulos com correção cambial e enfrentar ondas especulativas que se repetem como norma no período, e leva à explosão da dívida pública interna. Talvez o epitáfio do presidente FHC pudesse ser ‘Príncipe das Trevas’, uma amarga ironia para quem se queria o autor do renascimento brasileiro e que algum dia foi chamado por Glauber Rocha de ‘príncipe dos sociólogos’”.

Para além da tomada de consciência sobre as desigualdades abissais, nas dobras da crítica ao Estado como “mau gerente”, há a privatização das políticas sociais, a “desuniversalização”, a “filantropização da pobreza”. O aumento do associativismo civil no Brasil, que tem virtualmente capacidade para fornecer as bases para um novo pacto ou contrato social para uma nova hegemonia, com o deslocamento do trabalho e das relações de classes, esvazia essa “sociedade civil” do conflito que estrutura alianças, opções e estratégias. Porque essa “sociedade civil” fica restrita aos arranjos locais e localizados, enquanto as operações da política se tornam “reserva de caça” das grandes empresas e do mercado.

E Chico conclui: “E todos os programas dos partidos são parecidíssimos porque todos estão pautados pela herança do desastre do neoliberalismo de FHC, e todos buscam representar o irrepresentável: a burguesia nacional, que já não manda; o capital financeiro, que é o obstáculo para o desenvolvimento e que já se desligou de qualquer representação de classe e cujos interesses promovem a exclusão; a classe trabalhadora, cujos recursos políticos foram terrivelmente danificados no período neoliberal. A educação e a cultura são transformadas em territórios não-conflitivos, esquecendo-se, novamente, Walter Benjamin, pois cultura e barbárie sempre andaram juntas”.

E nem precisa ir muito longe, nem muito fundo, é só vocês conferirem aí do lado as colunas do Mirisola, velho de guerra.

* Márcia Denser escreve no Congresso em Foco.

Os Malaquias, de Andrea Del Fuego

Lançamento:

20 de julho, próxima terça-feira, na Livraria da Vila (Fradique Coutinho, 915).

Das 18h30 às 21h30.

Prática de Criação Literária

INSCRIÇÕES ABERTAS!

Dia 3 de agosto é o início da próxima turma do curso de Prática de Criação Literária.
A ênfase na prática de diversos gêneros literários, em prosa e verso, é a principal característica do curso de pós-graduação promovido pela Terracota Editora e pela Universidade Cruzeiro do Sul.
Essa ênfase faz dele a primeira etapa na formação de [...]

Confira em http://terracotaeditora.com.br/pcl/

RETRATOS JAPONESES NO BRASIL

Lançamento IDIOMA PEDRA DE JOÃO CABRAL

O poeta João Cabral de Melo Neto construiu, ao longo de sua obra, uma poética mineral. São versos, metrificados ou não, que contam muito da vida do Nordeste com seu povo e seus hábitos. A sua linguagem – aqui nomeada “idioma pedra”, alimentada na memória de uma infância vivida em meio às canas e às usinas de açúcar, em Recife, com a seca e a fome dando direção à mão que escreve – traduz um Brasil singular. Alguns de seus poemas como “Morte e Vida Severina”, considerado um Auto de Natal pernambucano, e “O Cão Sem Plumas” ou “O Rio”, empreendem uma viagem na escrita que nos levam a querer ler poesia brasileira, pois o aprendizado se dá com as narrativas de costumes e de geografias várias. Tal empreitada avança com as palavras de pedra, caroço, osso, faca, deserto, entre outras, para identificar na língua um “escrever em nordestino”. O poeta João Cabral apresenta os seus poemas perseguindo uma construção arquitetada. Ele vai colocando os versos “como se fossem tijolos”. “É por isso que posso gastar anos fazendo um poema: porque existe planejamento”, nos diz em entrevista. De acordo com o que vamos encontrando ao longo desse caminho, podemos nos surpreender e verificar que a obra de João Cabral escreve Recife e seus restos, e as inúmeras viagens do poeta pelo mundo, mas, ainda inscreve o nome próprio do poeta na poética que se desdobra na fórmula Cabral/cabra.

Solange Rebuzzi, psicanalista, poeta, tradutora e crítica literária, nasceu no Rio de Janeiro. Graduou-se em psicologia, em 1979, e especializou-se em filosofia contemporânea, em 1995. Dedicando-se à pesquisa em literatura brasileira, fez o mestrado pela PUC-RJ, em 2002, e o doutorado, em 2007, pela UFMG. Atualmente, é pós-doutoranda em estudos literários na UFF. Foi fundadora do jornal Poesia Viva. Organizou, entre 2000 e 2005, os encontros literários Café Letrado, em Minas Gerais e Rio de Janeiro e, em 2007 e 2008, no Rio de Janeiro, o Café Letrado – Arte & Poesia, com o apoio da embaixada da França no Brasil. Coordena o Seminário de Literatura e Psicanálise na Escola Letra Freudiana e é colunista do portal de literatura e arte Cronópios. É autora de Pó de Borboleta (2002), Leminski, Guerreiro da Linguagem (2003), Leblon.

Homenagem a Wilson Bueno

A Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura,  realizará no dia 15 de junho, terça-feira, a partir das 19h30, um evento em homenagem a Wilson Bueno, um dos mais inventivos autores da literatura brasileira contemporânea, morto recentemente em Curitiba,  aos 61 anos de idade.

Autor de Mar paraguayo, livro escrito em portunhol (mescla do português, do espanhol e do guarani), Cristal, Jardim Zoológico, Meu tio Roseno, a cavalo, A copista de Kafka e Pincel de Kyoto, entre outros títulos, Wilson Bueno recebeu o prêmio da APCA, foi finalista do Portugal Telecom e teve obras publicadas em vários países da América Latina.

Editou por oito anos do jornal literário Nicolau, um marco na história do jornalismo cultural brasileiro, o escritor também colaborou no jornal O Estado de S. Paulo, como crítico literário. Na homenagem a Wilson Bueno, com curadoria de Claudio Daniel, serão realizadas leituras de contos, poemas e trechos de romances do escritor paranaense por autores convidados, como Frederico Barbosa, Horácio Costa, Maria Esther Maciel, Rodrigo Garcia Lopes, Alfredo Fressia, André Dick, Micheliny Verunschk, Eduardo Jorge e Virna Teixeira.

Leia também uma entrevista que o autor concedeu a Claudio Daniel, clicando aqui.

AS IRONIAS DA ORDEM, de Maria Esther Maciel

Lançamento “Nuvem Feliz”

Lançamento de Retornar com os pássaros

Retornar com os pássaros, de Pedro Maciel (ed. LeYa)

Dia 08 de junho, a partir das 19 hrs.

Café com Letras

Rua Antônio de Albuquerque, 781, Savassi

Belo Horizonte. MG / o xx 31 32259973

* Posfácio Silviano Santiago

Comentários Ferreira Gullar

Imagens Vik Muniz

BERNARDO PELEGRINI E MAURÍCIO ARRUDA MENDONÇA – A VOZ DA POESIA

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No projeto Parcerias: a Voz da Poesia, este ano em sua segunda-edição, poetas e compositores parceiros se encontram para um bate-papo de meia hora sobre poesia e música. Em seguida, o compositor ou compositora apresenta seu show dando ênfase em poemas musicados. Serão sete encontros quinzenais, de abril a julho, sempre aos sábados, às 18h30.

Idealização e curadoria: Ademir Assunção

image002image003Bernardo Pellegrini é compositor, poeta, jornalista. Está lançando É Isso Que Vai Acontecer, seu quarto cd com O Bando do Cão Sem Dono, coletivo de músicos. Lançou também Dinamite Pura (1994), Quero seu endereço (1999) e Big Bando (2000).

image004Mauricio Arruda Mendonça, dramaturgo e poeta, publicou Eu Caminhava Assim Tão Distraído (1997), A Sombra de um Sorriso (2002) e Epigrafias (2002). Recebeu o prêmio Shell-RJ de Autor junto com Paulo de Moraes pela peça Inveja dos Anjos.

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19 de junho (18h30) – José Paes de Lira (Lirinha) e Marcelino Freire

3 de julho (18h30) – Alzira E e arrudA

17 de julho (18h30) – Tom Canhoto e Celso de Alencar

31 de julho (18h30) – Reynaldo Bessa e Edson Cruz

Local: BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA Avenida Henrique Schaumann, 777 – Fone 3082-5023 Entrada franca

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CONCURSO DE HAICAI DIVULGA VENCEDORES

O II Concurso Nacional de Haicai Nenpuku Sato, promovido pelo JORNAL MEMAI selecionou 7 poemas dos mais de 100 concorrentes recebidos. Os vencedores terão seus poemas publicados no JORNAL MEMAI 03 e receberão, como prêmio de incentivo, livros da Estação Liberdade, Companhia das Letras, Annablume e Escrituras.

Nesta segunda edição, muitos trabalhos não seguiam o regulamento publicado no Site www.jornalmemai.com.br e foram desclassificados. A organização recomenda que o concorrente leia atentamente as regras publicadas no site.

Alguns concorrentes não foram admitidos na seleção desta edição por atraso do Correio. Seus poemas, postados nos dias 30 e 31 de abril , foram recebidos 1 semana depois do envio do envelope para a seleção. Estes trabalhos estão automaticamente classificados para o concurso de agosto.
Eis os poemas selecionados pela poeta Teruko Oda:

Manhã de sol –
Na praia os caminhantes
Também as libélulas.
Mahelen Madureira – Santos – SP

Freada no escuro –
Entre as cruzes das encostas
luz de pirilampos.
Regina Alonso – Santos – SP

Praça do Japão
Sob o olhar de um Buda
pássaros namoram.
Sérgio Francisco Pichorim – São José dos Pinhais

Lembro de meu pai
Debruçado na janela.
Noitinha de outono.
Elisson Thomaz Svereda – Irati – PR

Silêncio na estação
Sobre o trem que parte
A chuva de outono.
João Toloi – Guarulhos – SP

Roto e esfarrapado
espantalho sem comando –
Pássaros em festa.
Alberto Murata – SP – SP

Cor avermelhada
Entre os dentinhos de leite –
Ah, café cereja!
Neide Rocha Portugal – Bandeirantes – PR

Programação Casa Guilherme de Almeida – Junho de 2010

CASA GUILHERME DE ALMEIDA NO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

Neste sábado, dia 5, inicia-se o curso:

A versão de canção popular como tradução de poesia cantada

Por Carlos Rennó

O letrista Carlos Rennó explica seu processo de criação de versões de canções americanas clássicas (standards) para o português, empregado no repertório dos discos Canções, Versões – Cole Porter e George Gershwin e Nego. Será abordada a versão esteticamente criteriosa de canções estrangeiras, em que procedimentos típicos da tradução poética são aplicados no campo da canção popular.

Aos sábados, dias 5, 19 e 26 de junho, das 10h30 às 12h30. (No dia 12 de junho, na Casa das Rosas, o ministrante focalizará, excepcionalmente, uma letra composta por ele com base no monólogo de Molly Bloom, do livro Ulisses, de James Joyce, como parte das comemorações do Bloomsday – evento que celebra a obra do escritor irlandês – em São Paulo.)

Carlos Rennó é letrista, parceiro de Lenine, João Bosco, Gilberto Gil, Arrigo Barnabé, Pedro Luiz, Rita Lee e outros. Canções com letras suas já foram gravadas por nomes que vão de Tetê Espíndola e Gal Costa a Maria Rita, Roberta Sá e Seu Jorge. É autor de Cole Porter – Canções, Versões (Paulicéia) e organizador de Gilberto Gil – Todas as Letras (Companhia das Letras).

CASA GUILHERME DE ALMEIDA NA CASA DAS ROSAS

Curso

Épica grega: Homero
Por Breno Sebastiani

A partir de uma aula introdutória dedicada à contextualização histórica e literária da Ilíada e da Odisséia, o curso discutirá como cada poema é unificado tematicamente por um mito, concentrando-se na relação deuses-heróis. Para isso, se valerá de diversas traduções da épica para o português, comentando algumas de suas particularidades.

Às quintas-feiras, das 19h30 às 21h30. Dias 10, 17 e 24 de junho; 1 de julho.

Breno Sebastiani é professor de Língua e Literatura Grega na FFLCH-USP, com mestrado e doutorado em historiografia clássica (Tito Lívio e Políbio) pela mesma universidade.

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Museu da Lingua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº
Centro – São Paulo – SP
(11) 3326-0775
museu@museudalinguaportuguesa.org.br
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Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 – Bela Vista
CEP.: 01311-902 – São Paulo – Brasil
(11) 3285.6986 / 3288.9447
contato.cr@poiesis.org.br
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Edição XX da Zunái NO AR

zunaiconvite IMAGEM: FRANCISCO FARIA

Flores de cerejeira: breves considerações sobre o haicai no Brasil, de Gustavo Felicíssimo.

Luigi Russolo e a arte dos ruídos: uma introdução à música futurista, de Sérgio Medeiros.

Cartas de Luanda: O dinheiro nas marcas simbólicas da água, de Abreu Paxe.

“Uma poesia solar: aquela que dialoga com o mistério da semente.” Uma conversa com o poeta angolano João Maimona.

Galeria: exposição virtual de Francisco Faria.

Depoimentos e Debates: É possível mudar o cânone literário?

Alguns contos: onze novos narradores, apresentados por Marcelino Freire.

Poemas de Wilson Bueno, Horácio Costa, Virna Teixeira, Micheliny Verunschk, Yao Feng, Fernanda Dias.

Traduções de Joyce Mansour (Inglaterra), Malcolm de Chazal (Ilhas Maurício), Norma Cole (EUA), Edmond Jabès (Egito), Adonis (Líbano), Shu Wang (Macau), Sohrab Sepehri (Irã).

Zunái, Revista de Poesia & Debates: www.revistazunai.com.

Preço: Inefável; inconcebível.

Onde encontrar: no ciberespaço, essa “Gran Cualquierparte” (Vallejo).

GRAFIAS URBANAS no b_arco

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CIDADE LIVRE – lançamento

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ESCRITORES POR ESCRITORES

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Novo Livro de Joca Reiners Terron

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LONDRIX 2010

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O Londrix 2010 – Festival Literário de Londrina, organizado por Christine Vianna e Marcos Losnak, está com as inscrições abertas para os interessados em integrar a programação da edição de 2010.

As propostas de palestras, oficinas, shows, debates, atividades lúdicas, workshops, leituras, lançamentos de livros, contações de histórias, performances, atividades lúdicas, exposições e outras atividades literárias podem ser apresentadas até 30 de junho. Os interessados devem enviar suas propostas através do site do festival: www.festivalliterariodelondrina.com

O Londrix 2010, que acontece de 21 a 26 de setembro, reunirá importantes nomes da literatura nacional para discutir e pensar os rumos da literatura feita hoje no Brasil, seus impasses e peculiaridades, em toda a sua diversidade de experiências. O evento contempla, em sua concepção e realização, a literatura adulta e a literatura infantil.
Este é o sexto ano de realização do festival.

Patrocínio: PROMIC
Organização: AARPA

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Lançamento: O Livro das Músicas, de Antonio Vicente Seraphim Pietroforte

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Antologia de Nicolas Behr

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Dia 20, na Casa das Rosas

Acontece os lançamentos de Mar aberto, do Horácio Costa, e Canto desalojado, do Alfredo Fressia.

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Edital RUMOS LITERATURA 2010-2011 do Itaú Cultural

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Abertas as inscrições para o edital RUMOS ITAÚ CULTURAL LITERATURA 2010-2011.

O programa Rumos Literatura 2010-2011, conta com o apoio da Anpoll – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e em Lingüística (http://www.anpoll.org.br/site/) e da ABRALIC – Associação Brasileira de Literatura Comparada (http://www.abralic.org/).

Inscrições gratuitas: de 3 de março a 31 de julho de 2010.

Público alvo: todas as pessoas interessadas nos temas propostos pelo edital, independente do nível escolar e segmento de atuação profissional.

Em sua quarta edição, o programa Rumos Literatura é dirigido aos interessados em desenvolver textos reflexivos sobre literatura e crítica literária brasileira contemporânea. A novidade desta edição é a possibilidade de estrangeiros se inscreverem. O programa busca colaborar no desenvolvimento de potencialidades ao estimular a formação do interessado em literatura na ampliação de sua rede de relacionamentos intelectuais e profissionais e, posteriormente, lançar e divulgar uma publicação com sua produção autoral.

O programa está dividido em duas categorias:

1. Produção Literária, para projetos de ensaio que tratem de um tema relativo à produção literária brasileira a partir do início dos anos 1980.
2. Crítica Literária, para projetos de ensaio sobre a produção crítica na literatura brasileira realizada a partir do início dos anos 1980.

Importante: o interessado não precisa escrever o ensaio final, apenas o projeto que será desenvolvido em 2011, conforme consta no edital.

. Leia o edital completo, regulamento, prêmios e saiba com se inscrever na página http://www.itaucultural.org.br/rumos/regulamento_literatura.pdf
. Dentre os prêmios, os selecionados receberão apoio financeiro mensal e remuneração referente ao licenciamento dos direitos autorais do trabalho concluído e aprovado.
. E-mail tira dúvida: rumosliteratura@itaucultural.org.br.

Acompanhe as notícias, entrevistas e comentários sobre o programa Rumos no blog http://rumositaucultural.wordpress.com/.

Contamos com a sua inscrição e boa sorte!

NADA A DIZER – de Marcelo Sahea

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Biblioteca de São Paulo realiza

CICLO DE PALESTRAS SOBRE O FUTURO DAS BIBLIOTECAS

A Memória do Futuro irá reunir especialistas para discutir rumos das bibliotecas paulistas.

Nos meses de maio e junho, a Poiesis – Organização Social de Cultura e o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas realizam uma série de debates sobre os rumos a serem tomados pelas bibliotecas, especialmente as públicas do Estado de São Paulo. Os debates têm por objetivo conduzir os participantes à reflexão sobre questões atuais, como as novas funções destes espaços e as perspectivas de atração de novos leitores. As palestras são gratuitas e abertas a todos os interesados no tema.

O ciclo A Memória do Futuro vai reunir especialistas de diversas áreas da educação e da cultura, conhecedores dos problemas enfrentados pelas bibliotecas, para conversarem com bibliotecários, mediadores de leitura, responsáveis por acervos bibliográficos e interessados em geral sobre os rumos possíveis para as bibliotecas no mundo contemporâneo.

A cada semana, sempre nas manhãs de terça-feira, a moderna Biblioteca de São Paulo – que por si só já aponta tendências da leitura – receberá esses mestres para trocarem considerações com os responsáveis pelas bibliotecas públicas de municípios paulistas.

Programação:

Dia 18/05 – 10h
Edmir Perroti

Professor e Diretor Científico do Colaboratório de Infoeducação, na ECA/USP; criador do premiado projeto da Rede de Bibliotecas Escolares de São Bernardo do Campo e das inovadoras Estações do Conhecimento (Parque da Juventude e Paraisópolis).

Dia 25/05 – 10h
Luís Milanesi

Professor titular da USP/Escola de Comunicações e Artes. Implantou e dirigiu o Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo entre 1983 e 1995. Criou e implantou o Mapa Cultural Paulista. É autor de O que é Biblioteca.

Dia 1°/06 – 10h
Cláudio de Moura e Castro

Foi chefe da Divisão de Políticas de Formação da OIT (Genebra), chefe da Divisão de Programas Sociais do BID. Atualmente é Assessor Especial da Presidência do Grupo Positivo. Autor de mais de 35 livros e artigos científicos, é articulista da Revista Veja.

Dia 08/06 – 10h
Antonio Miranda

Bibliotecário com mestrado na Inglaterra e doutorado em comunicação pela ECA/USP. Poeta, escultor, ensaísta e atual diretor da Biblioteca Nacional de Brasília.

Biblioteca de São Paulo
Parque da Juventude
Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 2089-0800
www.bibliotecadesaopaulo.org.br
www.bibliotecadesaopaulo.blogspot.com

As palestras são gratuitas, abertas a todos os interessados, com vagas limitadas à capacidade do auditório. As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail: contato.spel@poiesis.org.br

Poiesis – Organização Social de Cultura
Assessoria de Comunicação
Dirceu Rodrigues
Jaina Carvalho
Mariana Lima
Maria Garbin
Juliana Dias
Carla Nastari
Tel.: (11) 3285-6986

LANÇAMENTO DO LIVRO DE MARCELO ARIEL EM SÃO PAULO

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ANTRO EXPOSTO APRESENTA

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O SEGUNDO ARCO-ÍRIS BRANCO

A Casa das Rosas e a Editora Iluminuras convidam para o lançamento do livro:

“O SEGUNDO ARCO-ÍRIS BRANCO”, de Haroldo de Campos
Quinta-feira, 06 de maio

Programação:

19h – Conferência de Lêda Tenório da Motta
20h – Frederico Barbosa entrevista Luis da Costa Lima
21h – Oralizações de Poemas, com Arnaldo Antunes, Frederico Barbosa, Ivan de Campos, Marcelo Tápia e convidados.

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SERVIÇO
Lançamento: “O segundo arco-íris branco”, de Haroldo de Campos
Quinta-feira, 06 de maio.
Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37
Próximo à Estação Brigadeiro do Metrô
Tel.: (11) 3285-6986
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NESTA QUINTA EM SAMPA

GERAÇÃO BEAT: PALESTRAS, DEBATES, DEPOIMENTOS E AUDIÇÃO

Coordenação: Cláudio Willer

A Geração Beat foi o grupo de poetas, prosadores e artistas norte-americanos que estrearam na década de 1950, com grande impacto e circulação pela ousadia e caráter inovador de suas obras: Jack Kerouac, principalmente através de On the Road, uma plataforma geracional; Allen Ginsberg, que chamou a atenção para a beat com o poema Uivo; William Burroughs, Gregory Corso, Lawrence Ferlinghetti, Michael McClure, Gary Snyder, Dianne di Prima e outros. Inspirou jovens a romper com o estilo de vida convencional e a procurar novos modos de expressão. Está na origem da contracultura, de movimentos pacifistas, da geração “de mochilas nas costas” profetizada por Jack Kerouac em Os Vagabundos Iluminados. Está também associada à religiosidade transgressiva e ao misticismo heterodoxo, especialmente de alguns beats, como Kerouac e Ginsberg, denominada por especialistas de “anarquismo místico”.

Dando continuidade ao curso iniciado em abril, com destaque para a contribuição literária dos beats – suas poéticas e visões de mundo, autores com os quais dialogaram ou nos quais se inspiraram – será abordada a atualidade da Geração Beat e sua presença, inclusive no Brasil, através de um módulo intitulado Beat Brasil, com depoimentos de autores contemporâneos: Ademir Assunção e Rodrigo Garcia Lopes (dia 06), QUINTA-FEIRA, às 19h30.

BIBLIOTECA PÚBLICA ALCEU AMOROSO LIMA
Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros
05413-021 – São Paulo/SP
Tel. 3082 5023

O IMPACTO DO SOM, palestra com Zanna Lopes

SAIBA COMO OS SONS E A MÚSICA INFLUENCIAM A SUA VIDA

4 e 5 de Maio

A Palestra fala sobre o impacto do som no mundo sob quatro pontos de vista:  saúde, psicológico, comportamento e cognição.  Revela dados de pesquisa realizadas na Europa por Adrian North, que demonstram que o som impacta a escolha de consumo, a comunicação das marcas e o rendimento das pessoas no trabalho.  Aborda profundamente esse assunto ainda muito pouco explorado, e propõe acordar a platéia  para o sentido da audição, levando as pessoas a se tornarem mais conscientes de como o SOM pode produzir emoções, gerar lembranças, alterar os batimentos cardíacos e afetar até mesmo respiração. Finalmente mostra dicas fáceis de como podemos nos proteger da poluição sonora, como usar o som ao nosso favor no dia a dia, e expõe um ponto de vista futurista sobre o impacto do som nos negócios e nas pessoas.

Zanna: Carioca, formada em canto lírico, morou dez anos na Europa onde gravou dois discos com a Banda Bossa Nostra. Fez turnês pela Europa, Japão e Estados Unidos, participou do Montreux Jazz Festival, abriu show para Herbie Hancock e Morcheeba e tomou banho de cultura. Cinco anos entre Rio e NYC, trabalhou para grandes marcas e começou a estudar branding e a reavaliar o impacto do som no mundo. A partir disso, ainda em NYC começou a construir cases e a formular a metodologia de Sound Branding. Hoje, já de volta ao Brasil, aplica essa experiência para grandes marcas através da sua empresa – Zanna Sound Comunicação Sonora – e aproveita toda e qualquer oportunidade para conscientizar as pessoas dos efeitos que o som tem na vida delas.

Apresentação:

Mais detalhes: http://www.workshoppingmarketplace.com.br/workshops.asp?mes=5&cod=346

GERALDO CARNEIRO E FRANCIS HIME ABREM PROJETO “PARCERIAS: A VOZ DA POESIA”

Série reúne poetas e compositores em shows e bate-papo com a platéia

Uma voz expressiva da poesia brasileira contemporânea e um dos grandes nomes da música popular vão subir ao palco para mostrar suas parcerias e contar como elas surgiram, além de conversar sobre as relações entre poesia e música. Assim deve ser o show-bate-papo que Geraldo Carneiro e Francis Hime apresentam sábado (dia 8), na Biblioteca Alceu de Amoroso Lima, na abertura do projeto “Parcerias: A Voz da Poesia”. Idealizado pelo poeta e jornalista Ademir Assunção, em sua segunda edição o projeto vai reunir outros 12 artistas, em encontros quinzenais: Bráulio Tavares e Antonio Nóbrega, Maurício Arruda Mendonça e Bernardo Pelegrini, Marcelino Freire e José Paes de Lira (Lirinha), Arruda e Alzira Espíndola, Celso de Alencar e Tom Canhoto, Edson Cruz e Reynaldo Bessa.

“A primeira edição, no ano passado, teve noites antológicas, como a de Celso Borges e Zeca Baleiro. Além de parcerias dos dois, Zeca apresentou poemas musicados de Hilda Hilst, Paulo Leminski, Alice Ruiz e Manuel Bandeira, musicados por ele. Neste ano, assim como no anterior, procurei mesclar nomes mais conhecidos do público com outros menos conhecidos. Assim, fica melhor. Os fãs poderão ver seus artistas preferidos em shows especiais e, ao mesmo tempo, conhecerem outros poetas e compositores de grande talento”, afirma Ademir Assunção.

Para a abertura desta temporada, Francis Hime está montando um repertório de muitas parcerias com Geraldo Carneiro, especialmente canções de seu mais recente álbum, “O tempo das palavras… imagem”. Mas o compositor pode apresentar outras surpresas durante o show. “Pode ser que eu inclua algum outro parceiro, de quem eu tenha musicado textos, como Cacaso, Cartola, Manuel Bandeira ou Fernando Pessoa”, adianta Hime, parceiro também de Chico Buarque em canções antológicas, como “Passaredo” e “Vai Passar”.

LETRA DE MÚSICA E POESIA

Ao longo da série, que se estende até julho, devem surgir muitas histórias curiosas sobre as circunstâncias de algumas parcerias. Um dos assuntos recorrentes, também, deve ser as possíveis diferenças e proximidades entre letra de música e poesia. Seria uma “letra” de Cartola menos expressiva do que um poema de Carlos Drummond de Andrade? Ou apenas ambientes diferentes para a mesma linguagem: a arte da palavra?

“Todas as combinações são possíveis nos carnavais da canção e da poesia. As diferenças existem, com certeza. Mas talvez só existam para serem superadas pelos compositores e poetas do presente e do futuro, para que os resultados se tornem cada vez mais amplos”, acredita Geraldo Carneiro, parceiro de Egberto Gismonti, Astor Piazzola e Wagner Tiso.

“Se um poema de 14 linhas pode ser uma obra de arte; se um quadro a óleo de 50 x 50 cm pode ser uma obra de arte; se uma escultura de 30 cm pode ser uma obra de arte; por que diabos uma canção-de-letra-e-música não pode ser uma obra de arte?”, indaga Braúlio Tavares, que tem parcerias gravadas por Antonio Nóbrega, Lenine, Tim Maia e Elba Ramalho.

“Os exemplos de grandes letras/poemas na música brasileira falam por si mesmos. Do ponto de vista técnico creio que o poema se faz com musicalidade própria, solitariamente. Já o poema posto em música ou vice-versa deve dialogar com a harmonia e a melodia, o que impõe uma precisão maior a fim de que a prosódia das palavras possa se acomodar sem distorções. Enfim há uma técnica e uma prática específica. A gente sabe que esse casamento com a música é enriquecedor para a poesia, pois ela volta às suas origens nesse encontro magnífico que é a canção”, arremata o poeta Maurício Arruda Mendonça.

Se para os poetas há uma certa unanimidade sobre a riqueza do encontro entre palavras e sons, e para os compositores, o que os leva a escolher este ou aquele poema para musicar? Para Francis Hime, a escolha é regida basicamente pelo acaso. “Gosto muito de musicar textos. Nem sempre encontro a melodia adequada. Às vezes até me acontece de fazer mais de uma música para um mesmo poema, e depois escolho a que me parece melhor. É claro que a musicalidade e a forma de um poema muitas vezes indicam mais facilmente o caminho a ser trilhado. Mas muitas vezes me deparei com textos aparentemente “imusicáveis” e ao final acabei conseguindo um bom resultado”, conta.

Reynaldo Bessa, autor de músicas para poemas de Claufe Rodrigues, Roberto Piva e Charles Bukowski, presta mais atenção no tema, em primeiro lugar. “Gosto quando se trata de algo que ainda não falei, fora do meu universo costumeiro, ou mesmo quando aborda algo que já visitei, mas de um ângulo completamente diferente. Gosto da sonoridade, surpresa e ritmo que algumas palavras encerram. Gosto da objetividade, do impacto que algumas imagens proporcionam, mas confesso que tenho predileção pelo poema, texto ou letra que consegue ‘rir de si mesmo’. O humor, quando sutil e dentro de um contexto, é um elemento decisivo na minha escolha pelo texto”, afirma.

Essas e outras questões certamente estarão presentes nos bate-papos dos poetas e compositores com o público. Além de muitas canções.

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SERVIÇO

PROJETO PARCERIAS: A VOZ DA POESIA

Idealização e curadoria: Ademir Assunção

Poetas e compositores parceiros se encontram para falar sobre poesia e música e apresentam show com ênfase em poemas musicados. Serão sete encontros quinzenais, de maio a julho, sempre aos sábados, às 18h30.

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PROGRAMAÇÃO

8 de maio (18h30) – Geraldo Carneiro e Francis Hime

22 de maio (18h30) – Bráulio Tavares e Antonio Nóbrega

5 de junho (18h30) – Maurício Arruda Mendonça e Bernardo Pellegrini

19 de junho (18h30) – Marcelino Freire e José Paes de Lira (Lirinha)

3 de julho (18h30) – arrudA e Alzira Espíndola

17 de julho (18h30) – Celso de Alencar e Tom Canhoto

31 de julho (18h30) – Edson Cruz e Reynaldo Bessa

BIBLIOTECA MUNICIPAL ALCEU AMOROSO LIMA

Avenida Henrique Schaumann, 777 – fone: 3082-5023

130 lugares

Entrada Franca (retirar ingresso com meia-hora de antecedência)

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OS ARTISTAS

Geraldo Carneiro é poeta, dramaturgo, tradutor e letrista de música, parceiro de Egberto Gismonti, Francis Hime, Astor Piazzolla e Wagner Tiso, entre outros. Publicou treze livros de poesia e prosa. Traduziu poemas e peças de diversos autores, entre os quais, A Tempestade, de Shakespeare, e Fausto, de Goethe.

Francis Hime, um dos grandes nomes da música brasileira, é compositor, cantor, pianista, arranjador e maestro. Seus muitos parceiros artísticos incluem Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Paulinho da Viola e Geraldo Carneiro. Gravou dezenove discos, entre eles Os seis em ponto (1964), Passaredo (1977), Pau Brasil (1982), Choro rasgado (1997) e O Tempo das Palavras… Imagem (2009).

Braulio Tavares, poeta e escritor, publicou um romance, dois livros de contos, vários volumes de poesia e literatura de cordel. Tem mais de 60 músicas gravadas por artistas como Antonio Nóbrega, Lenine, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Tim Maia, Maria Rita, Mônica Salmaso e outros.

Antônio Nóbrega, cantor e compositor, lançou os cds Na Pancada do Ganzá (1996), Madeira que cupim não rói (1997), Pernambuco falando para o mundo (1998), O marco do meio-dia (2001), Lunário Perpétuo (2002), Nove de frevereiro – vol. 1 (2005) e Nove de frevereiro – vol. 2 (2006).

Mauricio Arruda Mendonça é dramaturgo e poeta. Publicou Eu Caminhava Assim Tão Distraído (1997), A Sombra de um Sorriso (2002) e Epigrafias (2002). Traduziu poemas de Nenpuku Sato, Arthur Rimbaud e Sylvia Plath. Recebeu o prêmio Shell-RJ de Autor junto com Paulo de Moraes pela peça Inveja dos Anjos.

Bernardo Pellegrini é compositor, poeta, jornalista. Neste ano está lançando É Isso Que Vai Acontecer, seu quarto cd com O Bando do Cão Sem Dono, coletivo de músicos e poetas que trabalham juntos desde os anos 90. Lançou também Dinamite Pura e Quero seu endereço.

Marcelino Freire, escritor, é autor de Angu de Sangue e Contos Negreiros, vencedor do Prêmio Jabuti 2006, entre outros livros. Vários de seus contos foram adaptados para teatro. É criador e curador da Balada Literária, evento que reúne anualmente uma centena de escritores pelo bairro da Vila Madalena, São Paulo.

José Paes de Lira (Lirinha) é poeta, compositor e ator. Com o grupo Cordel do Fogo Encantado lançou os cds Cordel do Fogo Encantado (2000), O Palhaço do Circo sem Futuro (2002) e Transfiguração (2006). Concebeu o espetáculo solo Mercadorias e Futuro (2008). Escreve canções para cinema e teatro.

arrudA é poeta e compositor. Estreou como compositor ao lado de Alzira Espíndola, assinando as 13 letras do Cd Alzira E (2007). Parcerias da dupla foram gravadas por artistas como Zélia Duncan, Maria Alcina e Carlos Navas. O poeta também assina parcerias com Peri Pane, Vange Milliet e Jerry Espíndola.

Alzira E é cantora e compositora. Lançou os discos Amme (1990), Peçamme (1996), Ninguém pode calar (2000), Paralelas (2005), em parceria com Alice Ruiz, e Alzira E, em parceria com o poeta arrudA (2007). Tem músicas e parcerias gravadas por Itamar Assumpção, Ney Matogrosso e Zelia Duncan, entre outros.

Celso de Alencar, poeta e declamador, publicou os livros Tentação (1979), Arco Vermelho (1983), Os reis de Abaeté (1991), O primeiro inferno e outros poemas (1994) e A outra metade do coração (2003), entre outros. Tem poemas musicados por Walter Franco e Tom Canhoto.

Tom Canhoto é cantor e compositor, mergulhado no universo musical nordestino. Residiu em São Paulo, onde fez shows no Blem Blem Brasil, SESC Pompéia, Casa das Rosas e Centro Cultural São Paulo, entre outros.

Edson Cruz (Ilhéus, BA). Escritor, editor e revisor. Estudou Psicologia, Música, Composição e Letras. Fundador e editor do portal Cronópios (até maio de 2009) e da revista literária Mnemozine. Publicou Sortilégio (2007) e organizou O que é poesia? (2009).

Reynado Bessa é cantor, compositor, e poeta potiguar. Tem cinco cds lançados, entre eles Com os Dentes, Angico e O Som da Cabeça do Elefante. Tem músicas gravadas pela banda Ira e Rita Ribeiro. Publicou o livro de poemas Outros Barulhos, terceiro lugar no 51º Prêmio Jabuti – Poesia.

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Casa Guilherme de Almeida na Casa das Rosas

Cursos

Evento especial, com ministrante da Universidade Hebraica de Jerusalém

A tradução como manipulação
Por Cyril Aslanov

Sábado, dia 1 de maio, das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 16h30.

Este breve curso se propõe a analisar o ato de tradução como uma difícil negociação entre uma transparência ideal e a tentação de “enganar” o leitor que não tem acesso ao texto original. Por meio de exemplos oferecidos pela história da tradução, desde a Septuaginta até as traduções modernas, será abordado o que se pode definir como uma “política do traduzir”, conforme a expressão de Henri Meschonnic. Entre o imperativo de fidelidade absoluta que caracteriza as traduções de textos religiosos e a busca frequente de efeitos demagógicos nas traduções com finalidade comercial ou publicitária, o tradutor oscila na interlíngua que constitui o espaço entre os dois idiomas envolvidos na operação tradutória. Também se levarão em conta os casos de “traduções por procuração”, quando um tradutor traduz um texto de “segunda mão”, ou seja, um texto já traduzido a partir de uma terceira língua.

Cyril Aslanov é professor de linguística do Departamento de Línguas Românicas e Latinamericanas da Universidade Hebraica de Jerusalém. Poliglota, Aslanov é linguista especializado na diacronia das línguas românicas e no estudo das línguas em contato.

Retratos da prosa joyceana traduzida no Brasil
Por Maria Teresa Quirino

Às terças-feiras, das 19h30 às 21h30.
Dias 4, 11, 18 e 25 de maio.

O curso visa a mostrar alguns aspectos dos estudos descritivos de tradução identificáveis nas traduções literárias brasileiras da obra de James Joyce em prosa. Para isso, serão apresentados comparativamente trechos de Dubliners (1914), A Portrait of the artist as a young man (1916), Ulysses (1922) e Finnegans wake (1939) em português, destacando-se o modo como foram traduzidos em diferentes períodos por diferentes tradutores brasileiros e as relações entre os conceitos de “normas” e de “habitus” na prática singular desses tradutores literários. O tema deste curso prenuncia as comemorações do Bloomsday paulistano, que acontecerão em junho.

Maria Teresa Quirino é doutoranda em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês na USP e professora do Centro Paula Souza e da Universidade Paulista em Sorocaba. Pesquisa as traduções da obra de Joyce e sua recepção em várias línguas.

Série “Experiências de tradução”

Reflexões sobre a tradução dos diálogos de Platão
Por André Malta

Às quintas-feiras, das 19h30 às 21h30.
Dias 6, 13, 20 e 27 de maio.

O objetivo do curso é fazer uma abordagem geral da linguagem de Platão e de alguns dos desafios que o tradutor de seus diálogos enfrenta. Nas duas primeiras aulas, será feita uma apresentação do pensamento platônico e das qualidades literárias de seu texto. Na terceira, terá lugar a reflexão teórica sobre tradução – feita no início do século XIX – por um tradutor de Platão para o alemão, Schleiermacher. E, finalmente, na quarta aula, serão expostos os critérios adotados na transposição, realizada pelo ministrante, de cinco obras do filósofo grego (Êutifron, Apologia de Sócrates, Críton, Íon e Hípias Menor), comentando-se em detalhe algumas soluções e dificuldades.

André Malta, doutor em letras clássicas pela USP, é professor de Língua e Literatura Grega na mesma universidade. É autor de A selvagem perdição: erro e ruína na Ilíada (Odysseus, 2006).

Oficina de leitura crítica de poemas
Por Marcelo Tápia

Aos sábados, das 10h30 às 13h.
Dias 8, 22 e 29 de maio.

Durante três encontros, os participantes terão a oportunidade de apresentar poemas ou traduções de poesia a fim de serem lidos, analisados e discutidos em conjunto, além de comentados pelo ministrante. A oficina incluirá breve abordagem da linguagem e da tradução poéticas, como suporte para as análises e comentários.

Marcelo Tápia, escritor e tradutor, é formado em Letras e doutorando em Teoria Literária pela USP. É diretor da Casa Guilherme de Almeida. Publicou recentemente seu quinto livro de poemas, Valor de uso (Annablume).

Do simbolismo às vanguardas
Por Aurora Bernardini

Aos sábados, das 15h às 17h.
Dias 8, 22 e 29 de maio.

Será apresentada, neste curso, a ambiência dos simbolistas e dos futuristas russos, utilizando-se para tanto a tradução poética (por vezes inédita) de poemas de alguns dos principais representantes dos movimentos, dando-se especial ênfase a A. Blok, A. Akhmatova, M. Tsvetáieva e V. Khlébnikov.

Aurora Bernardini, professora titular da USP, leciona Literatura Russa, Teoria Literária e Literatura Comparada em nível de pós-graduação.

Palestras

Retraduzir um lance de dados: contrapontos à sinfonia haroldiana
Por Álvaro Faleiros

Sábado, dia 22 de maio, das 17h30 às 19h.

Em 1972, Haroldo de Campos publica sua já consagrada tradução do poema “Um lance de dados”, de Mallarmé. Inspirado em seu projeto de transcriação, o tradutor faz uma série de escolhas formais e lexicais que se ligam a uma determinada interpretação do poema. O palestrante discutirá o projeto de Haroldo de Campos e apresentará, em alguns momentos, outras propostas de tradução, ligadas a possibilidades diversas de leitura e interpretação.

Álvaro Faleiros é professor de literatura francesa na USP. Como tradutor publicou, entre outros, Caligramas de Guillaume Apollinaire (Ateliê / UnB, 2008). Publicou seis livros de poemas, entre os quais, Meio mundo (Ateliê, 2007).

“Revelação do Brasil pela poesia moderna”
Por Marcelo Tápia

Sábado, dia 29 de maio, das 17h30 às 19h.

A palestra adota o título da conferência sobre o movimento modernista de São Paulo escrita no Rio de Janeiro por Guilherme de Almeida, em 1925, e proferida pelo autor, no mesmo ano, em Porto Alegre, Recife e Fortaleza. O diretor do museu Casa Guilherme de Almeida tratará do conteúdo da conferência do poeta, observada e comentada a partir de sua leitura no momento presente, considerando-se a frase de Guilherme “o presente move-se do eterno para o eterno, do passado para o futuro”.

Lançamento e recital

Coletânea Criação e conflito
Sexta-feira, dia 21 de maio, das 19h às 21h30.

A Casa Guilherme de Almeida promove o lançamento do volume Criação e conflito, organizado pela Anpoll – Associação Nacional de Pós-Gradução e Pesquisa em Letras e Linguística, e editado pela Editora Ateliê. A ocasião contará com leituras e comentários de diversos participantes da coletânea.

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Casa das Rosas
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