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	<title>Zunái - Poesia &#38; Debates</title>
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		<title>Maria Rita Kehl: Cultura pra quê?</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 04:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
				<category><![CDATA[debates]]></category>
		<category><![CDATA[Desmanche da TV Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[TV Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste artigo assinado pela intelectual e ensaísta Maria Rita Kehl, publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo de 21/8, ela critica as medidas de &#8220;contingenciamento&#8221; da TV Cultura. Principal TV pública do país, após anos de resistência, vem sofrendo sistematicamente a política de &#8220;corte de gastos&#8221; proposto pelo governo tucano em São Paulo. Um dia a massa há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Neste artigo assinado pela intelectual e ensaísta Maria Rita          Kehl, publicado originalmente no jornal <em>O Estado de S. Paulo </em>de 21/8, ela critica as medidas de &#8220;contingenciamento&#8221; da TV          Cultura. Principal TV pública do país, após anos de resistência,          vem sofrendo sistematicamente a política de &#8220;corte de gastos&#8221;          proposto pelo governo tucano em São Paulo.</strong></p>
<div style="text-align: right;"></div>
<div style="text-align: right;"><em>Um dia a massa há de provar o<br />
biscoito fino que fabrico.<br />
</em>(Oswald de          Andrade)</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Que pena. Cada vez que me decido a escrever          uma crônica mais leve nesta coluna (não ouso dizer literária. Bem, já          disse), o sentimento do mundo me pega não como a doce melancolia do          poeta, mas como um paralelepípedo na testa. Não sou capaz de recusar o          debate público. Deve ser um sintoma grave, desses que não têm cura          depois de certa idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta vez, a acalorada discussão em torno          do projeto de desmanche da TV Cultura me pegou pela cabeça e pelo          coração. O economista João Sayad é um homem público respeitável.          Conseguiu botar em ordem as finanças da Prefeitura de São Paulo depois          da calamitosa gestão Celso Pitta. O ministro Fernando Haddad contou que          foi em conversa com ele que surgiu o projeto dos CEUs, oásis de cultura          e sociabilidade a quebrar a aridez da vida nos bairros mais pobres da          cidade. João Sayad não precisa de prestígio. Já tem.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso não          entendo o que o levou a assumir a presidência de um empreendimento que          ele não conhece, não parece interessado em conhecer e, acima de tudo,          evidentemente não gosta. Até o momento não li nem ouvi falar de nenhuma          proposta criativa de Sayad para a TV Cultura. Nenhum novo projeto de          programa, de modificação na grade, nenhum novo conceito sobre o papel da          única tevê pública de canal aberto do Estado mais rico do Brasil. Tudo o          que se sabe é que o economista veio para cortar gastos. Demitir ¾ dos          funcionários! Impossível imaginar que a Fundação abrigasse 1.400          empregados inúteis. Tal enxugamento da folha de pagamentos visa a          exterminar o quê? A própria programação.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo leva a crer que          Sayad não tinha ideia do que a TV Cultura já fez e ainda faz; em reunião          interna demonstrou desconhecer até mesmo um diretor da importância do          Fernando Faro, embora não haja sinais de que vá interromper o melhor          programa musical do País, que além do mais se tornou um arquivo vivo da          memória da música brasileira. Fora isso, terá vindo apenas para encolher          os gastos da emissora, com a fúria de um exterminador do futuro? Não          haverá argumento que o convença da importância de usar dinheiro público          para a experimentação, a invenção e a aposta em programas de qualidade,          diferenciados da mesmice das emissoras comerciais? As primeiras notícias          falam em venda dos estúdios e dos equipamentos, demissões em massa e          redução da TV Cultura a um pequeno e mesquinho balcão de compra de          enlatados. Faz tempo que uma decisão política não me causava tristeza          tão grande.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo a economia de verba sua única proposta,          gostaria de saber qual o destino de todo o dinheiro que ele haverá, sem          dúvida, de poupar com o encolhimento da Cultura. Que se revejam as          contas da emissora para eliminar possíveis desperdícios e inoperâncias,          vá lá. Mas por que um Estado rico como o nosso precisa ser tão mesquinho          nos gastos com sua TV pública? Uma Secretaria (infelizmente entregue a          outro homem que não gosta disso) que pode manter a Osesp para usufruto          da elite paulista, que pode construir um luxuoso Teatro da Dança, outro          da Ópera, para a mesma elite &#8211; não pode manter uma TV experimental para          um público, não necessariamente elitista, mas pequeno? O argumento é que          ela é irrelevante em termos de Ibope. Então, tá. Quantos milhões de          telespectadores são necessários na planilha do atual gestor para          justificar a existência de uma emissora que funciona como laboratório de          programas ligados à cultura brasileira e internacional, e que conta com          um público muitas vezes mais numeroso do que o que cabe na Sala São          Paulo? Não escrevo isto para criticar a Osesp. Que floresçam mil Osesps          pelo Estado, pelo País. Uma só Osesp é mais progressista do que todas as          pontes e viadutos que um governo possa construir. Faço a comparação para          mostrar o absurdo de se desmontar, com argumentos de planilha, uma          televisão pública que utiliza sua verba para oferecer biscoito fino à          massa.</p>
<p style="text-align: justify;">Escolho, para terminar, o triste exemplo de um programa          que já foi extinto pela atual direção: Manos e Minas. Um corajoso          programa de auditório dedicado ao hip hop, levado ao ar ao vivo nos          sábados à tarde sob o comando de Rap in Hood, que estreou em CD lá por          2000, cantando: &#8220;eu tenho o microfone/ é tudo no meu nome&#8221;. Ter acesso          ao microfone e falar em nome próprio: na plateia, meninos e meninas de          pele escura, &#8220;bombeta e moleton&#8221;, não se distinguem dos mesmos meninos e          meninas que sobem para dar seu recado no palco. Enfim, alguém teve a          ousadia de dar visibilidade à atividade musical dos jovens da periferia          de São Paulo, acostumados a só existir na mídia quando algum dentre eles          comete um crime.</p>
<p style="text-align: justify;">Manos e Minas não precisa de argumentos de          segurança pública para se justificar. Dar espaço ao rap na televisão é          importante por si só. Mas a decisão de acabar com o programa nos faz          refletir sobre o modo como a elite paulista concebe a inclusão simbólica          da periferia na produção cultural da cidade: não concebe. Daí que a          pobreza, aqui, seja um problema exclusivo de segurança pública. A          extinção de Manos e Minas lembra, não pelo conteúdo, mas pelo princípio          operante, as desastradas políticas de &#8220;limpeza&#8221; da cracolândia. Quem          mais, senão uma TV pública, poderia investir na visibilidade dos          artistas da periferia?<br />
<span style="color: #888888;"><br />
</span></p>
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		<title>Ondas literárias &#8211; agora disponível em áudio no blogue</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 19:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>

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		<description><![CDATA[A série Ondas literárias levou aos ouvintes das rádios Cultura de Amparo e Cultura Brasil um panorama da poesia brasileira contemporânea. Os programas, agora, podem ser ouvidos nos links que se encontram no blogue: http://ondasliterarias.blogspot.com Além de entrevistas com vinte e três poetas (gravadas em 2008), os programas apresentam dicas culturais, leituras e adaptações de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>A série<strong> <em>Ondas literárias</em> </strong>levou aos ouvintes das rádios Cultura de Amparo e Cultura Brasil um  panorama da poesia brasileira contemporânea. Os programas, agora, podem  ser ouvidos nos links que se encontram no blogue: <a href="http://ondasliterarias.blogspot.com/" target="_blank"></p>
<p>http://ondasliterarias.blogspot.com</a></p>
<p>Além  de entrevistas com vinte e três poetas (gravadas em 2008), os programas  apresentam dicas culturais, leituras e adaptações de poemas em áudio  dos entrevistados e também de André Dick, Angélica Freitas, Francisco  dos Santos, Lígia Dabul, Philadelpho Menezes, Priscila Figueiredo e  Tarso de Melo.<br />
<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;">PROGRAMA1 <strong>CELSO BORGES</strong> PROGRAMA2 <strong>FABIANO CALIXTO</strong> PROGRAMA3<strong> CLAUDIO DANIEL</strong> PROGRAMA4<strong> DONIZETE GALVÃO</strong> PROGRAMA5 <strong>MARCELO MONTENEGRO</strong> PROGRAMA6 <strong>FABIO WEINTRAUB</strong> PROGRAMA7<strong> RICARDO ALEIXO</strong> PROGRAMA8 <strong>PAULO FERRAZ</strong> PROGRAMA9 <strong>RONALD POLITO</strong> PROGRAMA10 <strong>ADEMIR ASSUNÇÃO</strong> PROGRAMA11 <strong>VIRNA TEIXEIRA</strong> PROGRAMA12 <strong>ALICE RUIZ</strong> PROGRAMA13 <strong>RODRIGO GARCIA LOPES</strong> PROGRAMA14 <strong>ANNITA COSTA MALUFE</strong> PROGRAMA <strong>15 HEITOR FERRAZ MELLO</strong> PROGRAMA16 <strong>CARLITO AZEVEDO</strong> PROGRAMA17 <strong>ANA RÜSCHE</strong> PROGRAMA18 <strong>RUY PROENÇA</strong> PROGRAMA19 <strong>FREDERICO BARBOSA</strong> PROGRAMA20 <strong>REYNALDO DAMAZIO</strong> PROGRAMA21 <strong>MARCOS SISCAR</strong> PROGRAMA22 <strong>RICARDO DOMENECK</strong> PROGRAMA23 <strong>FÁBIO ARISTIMUNHO VARGAS</strong> PROGRAMA24 <strong><em>PIQUE </em>(audioficção)</strong></p>
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		<title>Lançamento MONSTRUTIVISMO</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 06:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
				<category><![CDATA[lançamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Libertado o homem conhecido como o Bandido da Luz Vermelha, após cumprir trinta dos 351 anos de pena de reclusão a que fora condenado por seus 88 crimes. Chega ao fim uma era. Uma época inteira deita suas influências aos tempos que lhe seguem e que começaria quando Hélio Oiticica criou um estandarte que continha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/08/convite-pr-2-gif-700.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-1005" title="convite pr-2 gif 700" src="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/08/convite-pr-2-gif-700.gif" alt="" width="500" height="354" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Libertado o homem conhecido como o Bandido da Luz Vermelha, após cumprir trinta dos 351 anos de pena de reclusão a que fora condenado por seus 88 crimes. Chega ao fim uma era. Uma época inteira deita suas influências aos tempos que lhe seguem e que começaria quando Hélio Oiticica criou um estandarte que continha a reprodução de um bandido morto, deitado em cruz, crucificado ao contrário, sobre a inscrição &#8220;seja marginal, seja herói&#8221;. Uma era que, na verdade, pode ter começado muito antes, ainda no tempo do Brasil colônia, quando populações de gente pobre começaram a subir os morros, que aos nobres da corte não mais interessavam. Uma história que pode ter começado quando alguns artistas de Paris perceberam que mais interessante do que a tradição existente atrás de si era aquela outra, desconhecida, de povos subjugados em terras muito distantes. Mas este tempo, que mistura marginais e arte elevada, cabaré e concerto, cru e cozido, grosso e fino, é, na verdade, uma forma de entrever a história da arte do século XX, que acaba por reensinar a esse século como fazer história.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lucio Agra</strong> é natural de Recife, cresceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, e mora, há mais de dez anos, em São Paulo. Graduou-se em letras na UFRJ e concluiu mestrado e doutorado em comunicação e semiótica na PUC-SP, onde até hoje trabalha como professor adjunto do Departamento de Linguagens do Corpo. Com Renato Cohen (1956-2003), foi colaborador artístico e membro da equipe de professores de performance do curso de graduação em comunicação das artes do corpo. Como performer, desenvolveu pesquisa em torno dos trabalhos de Kurt Schwitters (1887-1948), apresentando sua Ursonate entre os anos de 2000 e 2008. Em paralelo, desenvolveu um mix de performance, sound poetry e improviso musical livre com os grupos (demo)lição (Paris, Montevidéu e São Paulo, 2007-2008) e Orquestra Descarrego. Entre inúmeros artigos e ensaios em revistas e sites do Brasil e do exterior, publicou o livro de poemas Selva Bamba (1994) e História da Arte do Século XX – Idéias e Movimentos (2004/2006). Desenvolve atualmente um estudo sobre a performance no contemporâneo.</p>
<p><small>
<p style="text-align: justify;">NA MESMA OCASIÃO HAVERÁ O LANÇAMENTO DO DVD <strong>BORDAS</strong>, PROGRAMA ELABORADO E APRESENTADO POR JERUSA PIRES FERRREIRA E LUCIO AGRA, PARA A <strong>TV PUC</strong>, ENTREVISTANDO NOMES COMO CARLOS REICHEMBACH, CHACAL, PASSOCA, ARNALDO ANTUNES, OTÁVIO DONASCI, GUTO LACAZ, ADEMIR ASSUMPÇÃO E EDVALDO SANTANA.</p>
<p></small><br />
<BR></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Flash Mob dia 14/08 na Bienal de SP</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 20:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
				<category><![CDATA[bienal]]></category>
		<category><![CDATA[mobilização]]></category>

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		<description><![CDATA[Flash Mob da Bienal de SP será neste sábado Uma mobilização relâmpago foi planejada via Twitter e Facebook para ocorrer durante a 21ª Bienal de São Paulo e é apoiada por diversos sites culturais, inclusive o Cronópios Planejada inteiramente pela internet e com o apoio de diversos sites culturais e literários, a Flash Mob da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Flash Mob da Bienal de SP será neste sábado</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma mobilização relâmpago foi planejada via Twitter e Facebook para ocorrer durante a 21ª Bienal de São Paulo e é apoiada por diversos sites culturais, inclusive o Cronópios</em></p>
<p style="text-align: justify;">Planejada inteiramente pela internet e com o apoio de diversos sites culturais e literários, a <strong>Flash Mob da Bienal</strong> mostrará aos visitantes da 21ª Bienal de São Paulo, <strong>às 15 horas do dia 14/08</strong>, uma ação estática em que modos de leitura serão representados. Os organizadores &#8211; os escritores Claudio Parreira, Homero Gomes e Mauro Siqueira &#8211; pretendem chamar &#8220;a atenção para a importância da leitura e não apenas da compra de livros&#8221; em um dos principais eventos do mercado editorial brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Realizada a partir do corredor H, podendo se espalhar pelos corredores do pavilhão do Anhembi, a Flash Mob da Bienal terá um formato simples e pode ter a participação de qualquer pessoa, mas que necessariamente sejam leitoras – haverá inclusive crianças se mobilizando. Seus organizadores afirmam que os participantes não precisam se preocupar, ninguém vai falar, cantar, nem inventar coreografia. Quem estiver nesse dia, se quiser fazer parte da ação, deve apenas <strong>escolher uma posição interessante para ficar imóvel com um livro na mão por alguns minutos</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A mobilização terá como partida o<strong> sinal único de apito</strong>, depois dele os mobbers (pessoas que participarem desse tipo de manifestação pública) deverão pegar um livro e ficar imóveis em posição de leitura &#8211; seja sentados no chão, de pé, ajoelhados ou até deitados, “vai da criatividade e da vontade de aparecer de cada um”, orienta Homero Gomes, escritor curitibano e idealizador do evento. O fim da ação se dará por um<strong> sinal duplo de apito</strong>, depois dele os participantes devem dispersar como se nada houvesse acontecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa mobilização – embora tenha como núcleo inicial o blogue literário <strong>O Bule</strong> – é essencialmente uma criação coletiva e descentralizada, pois depois de sua primeira divulgação no Twitter e, também, no Facebook, se espalhou <em>viralmente</em>, alcançando dezenas de apoiadores em um movimento centrífugo. Entre os principais apoiadores estão <strong>Germina Literatura</strong>, <strong>Zunái</strong> e <strong>Cronópios</strong>. Por isso, os organizadores acreditam que &#8220;a mobilização terá repercussão positiva, abrindo um espaço maior ao debate de ideias em torno da leitura no país”.</p>
<p><strong>Características da mobilização</strong></p>
<p><em>Local</em> – pavilhão do Anhembi, com núcleo no corredor H.</p>
<p><em>Data</em> – 14 de agosto.</p>
<p><em>Horário de início</em> – 15 horas (mas os participantes deverão chegar antes disso).</p>
<p><em>Sinal para ação</em> – um toque de apito dado pelos 3 organizadores: Cláudio Parreira, Homero Gomes e Mauro Siqueira.</p>
<p><em>Duração</em> – pelo menos 2 minutos, até o toque duplo dos apitos, que indicará o fim da ação.</p>
<p><em>Ação</em> – após sinal, ficar imóvel em posição de leitura (a escolher).</p>
<p><em>Encerramento</em> – depois do sinal duplo dos apitos, haverá a dispersão dos participantes.</p>
<p><em>Organização</em> – Claudio Parreira, Homero Gomes e Mauro Siqueira.</p>
<p><strong>Apoio</strong></p>
<p>O Bule [ <a href="http://www.o-bule.blogspot.com" target="_blank">www.o-bule.blogspot.com</a> ]</p>
<p>Substantivo Plural [ <a href="http://www.substantivoplural.com.br" target="_blank">www.substantivoplural.com.br</a> ]</p>
<p>Zunái [ http://revistazunai.com/blog ]</p>
<p>Cronópios [<a href="http://www.cronopios.com.br" target="_blank"> http://www.cronopios.com.br</a> ]</p>
<p>Página Cultural [ <a href="http://paginacultural.com.br" target="_blank">http://paginacultural.com.br</a> ]</p>
<p>Germina [ <a href="http://www.germinaliteratura.com.br" target="_blank">www.germinaliteratura.com.br</a> ]</p>
<p>Livros e Afins [ <a href="http://debolso.livroseafins.com" target="_blank">http://debolso.livroseafins.com</a> ]</p>
<p>O Mundo Circundante [ <a href="http://omundocircundante.blogspot.com/" target="_blank">http://omundocircundante.blogspot.com/</a> ]</p>
<p><strong>Contatos</strong></p>
<p>Pelo Twitter: @ClaudioParreira, @sisifodesatento e @maurovss.</p>
<p>Pelo Facebook:  Claudio Parreira, Homero Gomes, Mauro Siqueira e do blogue O Bule.</p>
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		<item>
		<title>A História da Ficção Científica na Literatura</title>
		<link>http://revistazunai.com/blog/?p=988</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 03:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
				<category><![CDATA[cursos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais em: terracotaeditora.com.br]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/08/folder_fabio.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-989" title="folder_fabio" src="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/08/folder_fabio.jpg" alt="" width="500" height="821" /></a><br />
<BR><BR><br />
Mais em: <a target="_blank" href="terracotaeditora.com.br">terracotaeditora.com.br</a><br />
<BR></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>FHC e o Príncipe das Trevas</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 00:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio]]></category>

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		<description><![CDATA[“Talvez o epitáfio de Fernando Henrique devesse ser ‘Príncipe das Trevas’, uma amarga ironia para quem se queria o autor do renascimento brasileiro e que algum dia foi chamado por Glauber Rocha de ‘príncipe dos sociólogos’” Márcia Denser* Tentando formular algumas características do atual momento político brasileiro, repasso alguns textos de Chico de Oliveira, publicados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>“Talvez o epitáfio de Fernando Henrique devesse ser ‘Príncipe das Trevas’, uma amarga ironia para quem se queria o autor do renascimento brasileiro e que algum dia foi chamado por Glauber Rocha de ‘príncipe dos sociólogos’”</strong></p>
<table border="0" cellspacing="8" cellpadding="17" width="30" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;ik=a4967f51d3&amp;view=att&amp;th=12a005ddc1e0d763&amp;attid=0.1&amp;disp=emb&amp;realattid=6e49f22b58c567a7_0.1&amp;zw" alt="" /></td>
</tr>
<tr>
<td><a href="http://www.congressoemfoco.com.br/noticia.asp?cod_canal=14&amp;cod_publicacao=9" target="_blank">Márcia Denser*</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Tentando formular algumas características do atual momento político brasileiro, repasso alguns textos de Chico de Oliveira, publicados em <em>A era da indeterminação (</em>São Paulo, Boitempo, 2007), precisamente quando ele diz que um dos mais instigantes paradoxos da situação brasileira é que a participação da cidadania na política aumentou extraordinariamente no Brasil nos últimos 50 anos, principalmente pela ampliação do colégio eleitoral e diversificação da “oferta política”. O voto obrigatório contribuiu muito para romper o coronelismo, até em locais secularmente oligárquicos, incluindo-se o exponencial crescimento do associativismo civil. Mas é nessas condições extremamente favoráveis que ocorre a perda da representatividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que temos aqui uma democracia apenas “formal” e não “de fato e de direito”. Segundo Chico, há uma “ação anticomunicativa”, uma falta de formas, sem as quais a política não se faz. Porque existe a chamada “autonomização do mercado” – nada a ver com a autonomia cidadã da tradição liberal, mas o seu contrário. Aqui “autonomização” significa que não há regras mercantis, é o mercado para além de si, um permanente <em>ad hoc</em>, em que não se fixam contratos.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal processo se fundamenta na financeirização dos Estados nacionais, e é igual à incerteza que se inscreve nos negócios ilícitos do narcotráfico: como as taxas de juros já não dependem do movimento interno de capitais, o movimento financeiro, que se transporta para o Estado e a produção, dança diariamente e somente os especuladores correm o risco. Não há mais parâmetros criados pela experiência: não há mais acumulação de experiências. Daí a financeirização frequentemente redundar em estagnação da produção material e destruição do aparato produtivo – que na periferia tem assumido os tons mais dramáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante notar que Chico faz um balanço dos dois mandatos de FHC, sobretudo o último: “Em termos macroeconômicos, o permanente <em>ad hoc</em> requer a violência estatal permanentemente, a &#8216;exceção permanente&#8217; – que poderia sugerir que o monopólio legal da violência foi reconquistado pelo Estado. Longe disso: a violência permanente também significa que o Estado é <em>ad hoc</em>. A governabilidade é lograda graças ao uso permanente de medidas provisórias e a arquitetura das privatizações requer injeções de recursos públicos em larga escala para sustentar a reprodução do capital, a julgar pelo crescimento exponencial da dívida pública interna e externa e seus pesos no PIB.”</p>
<p style="text-align: justify;">“A indústria elétrica privatizada, com o racionamento que se impôs para evitar o apagão geral, deixou de lucrar nos termos previstos na privatização e cobrou do Estado aquilo que a dança-de-são-guido do mercado não pode assegurar: a realização do valor. Os custos do racionamento estão sendo pagos pelos consumidores, que racionaram – <em>helas!</em> – seu consumo de energia elétrica, por meio duma alíquota específica nas contas de luz outorgada por medida provisória do presidente!”</p>
<p style="text-align: justify;">“O Congresso leva meses para – com enorme custo e utilização dos recursos políticos do típico presidencialismo imperial brasileiro – votar um orçamento: uma penada do Banco Central, para vender títulos com correção cambial e enfrentar ondas especulativas que se repetem como norma no período, e leva à explosão da dívida pública interna. Talvez o epitáfio do presidente FHC pudesse ser ‘Príncipe das Trevas’, uma amarga ironia para quem se queria o autor do renascimento brasileiro e que algum dia foi chamado por Glauber Rocha de ‘príncipe dos sociólogos&#8217;”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para além da tomada de consciência sobre as desigualdades abissais, nas dobras da crítica ao Estado como “mau gerente”, há a privatização das políticas sociais, a “desuniversalização”, a “filantropização da pobreza”. O aumento do associativismo civil no Brasil, que tem virtualmente capacidade para fornecer as bases para um novo pacto ou contrato social para uma nova hegemonia, com o deslocamento do trabalho e das relações de classes, esvazia essa “sociedade civil” do conflito que estrutura alianças, opções e estratégias. Porque essa “sociedade civil” fica restrita aos arranjos locais e localizados, enquanto as operações da política se tornam “reserva de caça” das grandes empresas e do mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">E Chico conclui: “E todos os programas dos partidos são parecidíssimos porque todos estão pautados pela herança do desastre do neoliberalismo de FHC, e todos buscam representar o irrepresentável: a burguesia nacional, que já não manda; o capital financeiro, que é o obstáculo para o desenvolvimento e que já se desligou de qualquer representação de classe e cujos interesses promovem a exclusão; a classe trabalhadora, cujos recursos políticos foram terrivelmente danificados no período neoliberal. A educação e a cultura são transformadas em territórios não-conflitivos, esquecendo-se, novamente, Walter Benjamin, pois cultura e barbárie sempre andaram juntas”.</p>
<p style="text-align: justify;">E nem precisa ir muito longe, nem muito fundo, é só vocês conferirem aí do lado as colunas do Mirisola, velho de guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>*</strong> Márcia Denser escreve no <a href="http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=14&amp;cod_publicacao=9" target="_blank">Congresso em Foco</a>.</p>
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		<title>Os Malaquias, de Andrea Del Fuego</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 22:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lançamento: 20 de julho, próxima terça-feira, na Livraria da Vila (Fradique Coutinho, 915). Das 18h30 às 21h30.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Os-malaquias-convite-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-968" title="untitled" src="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/Os-malaquias-convite-2.jpg" alt="" width="500" height="313" /></a></p>
<p><strong>Lançamento:</strong></p>
<p><strong>20 de julho</strong>, próxima terça-feira, na<strong> Livraria da Vila</strong> (Fradique Coutinho, 915).</p>
<p><strong>Das 18h30 às 21h30</strong>.</p>
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		<title>Prática de Criação Literária</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 22:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[INSCRIÇÕES ABERTAS! Dia 3 de agosto é o início da próxima turma do curso de Prática de Criação Literária. A ênfase na prática de diversos gêneros literários, em prosa e verso, é a principal característica do curso de pós-graduação promovido pela Terracota Editora e pela Universidade Cruzeiro do Sul. Essa ênfase faz dele a primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/PCL11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-965" title="PCL1" src="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/PCL11.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/PCL1.jpg"> </a></p>
<p><strong>INSCRIÇÕES ABERTAS!</strong></p>
<p>Dia <strong>3 de agosto</strong> é o início da próxima turma do curso de <strong>Prática de Criação Literária</strong>.<br />
A ênfase na prática de diversos gêneros literários, em prosa e verso, é a principal característica do <strong>curso de pós-graduação promovido pela Terracota Editora e pela Universidade Cruzeiro do Sul</strong>.<br />
Essa ênfase faz dele a primeira etapa na formação de [...]</p>
<p><a href="Confira em http://terracotaeditora.com.br/pcl/" target="_blank">Confira em http://terracotaeditora.com.br/pcl/</a></p>
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		<title>RETRATOS JAPONESES NO BRASIL</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 17:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/convRetratos-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-953" title="convRetratos-(2)" src="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/convRetratos-2.jpg" alt="" width="455" height="652" /></a></p>
<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/convRetratos-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-954" title="convRetratos-(1)" src="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/convRetratos-1.jpg" alt="" width="446" height="652" /></a></p>
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		<title>Lançamento IDIOMA PEDRA DE JOÃO CABRAL</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 04:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Peluso</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O poeta João Cabral de Melo Neto construiu, ao longo de sua obra, uma poética mineral. São versos, metrificados ou não, que contam muito da vida do Nordeste com seu povo e seus hábitos. A sua linguagem – aqui nomeada “idioma pedra”, alimentada na memória de uma infância vivida em meio às canas e às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/convite-PR-2-450111111111111.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-935" title="convite PR-2 450111111111111" src="http://revistazunai.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/convite-PR-2-450111111111111.gif" alt="" width="450" height="520" /></a></p>
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<p style="text-align: justify;">O poeta João Cabral de Melo Neto construiu, ao longo de sua obra, uma poética mineral. São versos, metrificados ou não, que contam muito da vida do Nordeste com seu povo e seus hábitos. A sua linguagem – aqui nomeada “idioma pedra”, alimentada na memória de uma infância vivida em meio às canas e às usinas de açúcar, em Recife, com a seca e a fome dando direção à mão que escreve – traduz um Brasil singular. Alguns de seus poemas como “Morte e Vida Severina”, considerado um Auto de Natal pernambucano, e “O Cão Sem Plumas” ou “O Rio”, empreendem uma viagem na escrita que nos levam a querer ler poesia brasileira, pois o aprendizado se dá com as narrativas de costumes e de geografias várias. Tal empreitada avança com as palavras de pedra, caroço, osso, faca, deserto, entre outras, para identificar na língua um “escrever em nordestino”. O poeta João Cabral apresenta os seus poemas perseguindo uma construção arquitetada. Ele vai colocando os versos “como se fossem tijolos”. “É por isso que posso gastar anos fazendo um poema: porque existe planejamento”, nos diz em entrevista. De acordo com o que vamos encontrando ao longo desse caminho, podemos nos surpreender e verificar que a obra de João Cabral escreve Recife e seus restos, e as inúmeras viagens do poeta pelo mundo, mas, ainda inscreve o nome próprio do poeta na poética que se desdobra na fórmula Cabral/cabra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Solange Rebuzzi</strong>, psicanalista, poeta, tradutora e crítica literária, nasceu no Rio de Janeiro. Graduou-se em psicologia, em 1979, e especializou-se em filosofia contemporânea, em 1995. Dedicando-se à pesquisa em literatura brasileira, fez o mestrado pela PUC-RJ, em 2002, e o doutorado, em 2007, pela UFMG. Atualmente, é pós-doutoranda em estudos literários na UFF. Foi fundadora do jornal Poesia Viva. Organizou, entre 2000 e 2005, os encontros literários Café Letrado, em Minas Gerais e Rio de Janeiro e, em 2007 e 2008, no Rio de Janeiro, o Café Letrado – Arte &amp; Poesia, com o apoio da embaixada da França no Brasil. Coordena o Seminário de Literatura e Psicanálise na Escola Letra Freudiana e é colunista do portal de literatura e arte Cronópios. É autora de Pó de Borboleta (2002), Leminski, Guerreiro da Linguagem (2003), Leblon.</p>
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